
O Ministério Público Eleitoral pediu que duas pesquisas do Instituto Veritá continuem suspensas no Espírito Santo. Em parecer assinado nesta segunda-feira (28), o procurador eleitoral auxiliar André Carlos de Amorim Pimentel Filho afirma que ainda faltam esclarecimentos sobre os municípios e bairros informados nas entrevistas e sobre o custeio dos levantamentos ES-01361/2026 e ES-00353/2026.
As duas pesquisas tiveram repercussão na disputa pelo governo. Na primeira, Lorenzo Pazolini apareceu com 38,6% dos votos válidos, Ricardo Ferraço com 34% e Helder Salomão com 20,4%. Uma semana depois, Pazolini subiu para 40,5%, Ferraço caiu para 28,4% e Helder chegou a 25,1%. A vantagem do candidato do Republicanos sobre o governador passou de 4,6 para 12,1 pontos percentuais.
O resultado de Helder também destoou de outros levantamentos, nos quais o petista havia registrado de 7,5% a 13%. A sequência divulgada pelo Veritá abriu espaço para uma leitura de polarização entre Pazolini e Helder, com Ferraço perdendo força.
A Justiça Eleitoral suspendeu a divulgação das duas pesquisas após identificar inconsistências nos dados territoriais apresentados pelo instituto, incluindo localidades atribuídas a municípios errados. O Veritá sustenta que as divergências são pontuais e decorreram das respostas dos entrevistados e da transcrição automatizada. No parecer, Pimentel Filho afirma que essa explicação não afasta a necessidade de apresentar informações consistentes para fiscalizar a distribuição geográfica da amostra.
O procurador também defende a análise dos documentos exigidos pela Justiça para verificar a origem e a movimentação dos recursos empregados nas pesquisas, declaradas como custeadas pelo próprio Veritá. Por isso, pediu a manutenção da suspensão até que os dados territoriais e financeiros sejam examinados. A manifestação ainda será avaliada pela Justiça Eleitoral.
Fonte: Site OpiniãoES


