
Reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um transtorno relacionado a comportamentos compulsivos, o vício em jogos de apostas pode provocar prejuízos financeiros, emocionais, familiares e sociais. Diante desse cenário, a Secretaria de Saúde da Prefeitura de Vila Velha estruturou um fluxo de atendimento alinhado ao protocolo mais recente do Ministério da Saúde para garantir acolhimento e tratamento aos pacientes.
A rede municipal de saúde de Vila Velha está preparada para acolher e acompanhar pessoas com vício em jogos de apostas. O atendimento tem início na Unidade de Saúde de referência, onde o morador passa por avaliação da equipe multiprofissional antes de ser encaminhado, quando necessário, para ambulatórios de saúde mental ou para os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).
Na Unidade de Saúde de referência, o paciente é atendido por uma equipe multiprofissional, que avalia a existência de sinais de uso problemático de jogos de aposta e define o encaminhamento conforme a gravidade de cada caso. Quando o quadro é considerado leve, o acompanhamento é feito pela Atenção Primária à Saúde. Casos de média complexidade são direcionados aos ambulatórios de saúde mental, e pacientes com maior comprometimento são encaminhados para atendimento especializado nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).
Atendimento coletivo
Além do acompanhamento individual, o município oferece atendimento coletivo quando identificada a necessidade de acompanhamento. Os grupos promovem acolhimento, troca de experiências e apoio entre os participantes, fortalecendo o cuidado contínuo. Os encontros são realizados nas unidades de saúde de Coqueiral de Itaparica (Região 1), Ibes (Região 2), Vila Batista (Região 3), Jardim Marilândia (Região 4) e Barra do Jucu (Região 5).
Profissionais capacitados
Além da assistência, o município tem investido na preparação dos profissionais para lidar com esse tipo de transtorno. No ano passado, a Secretaria de Saúde promoveu uma capacitação específica sobre dependência em jogos de azar voltada às equipes da rede municipal.
Os profissionais dos CAPS também participam regularmente de cursos e atualizações oferecidos pelo Ministério da Saúde, fortalecendo a capacidade de identificação precoce e manejo clínico desses pacientes.



