
Após participar de sessão solene na Câmara dos Deputados do Brasil, em Brasília, a convite do Sindirochas-ES, o vice-governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço (MDB), concedeu entrevista à Agência Congresso e destacou as transformações promovidas no Estado ao lado do governador Renato Casagrande (PSB).
Durante a conversa, Ferraço enfatizou que a atual gestão é responsável por um ciclo consistente de mudanças estruturais no Espírito Santo. Ele relembrou a trajetória política compartilhada com Casagrande em momentos distintos, como senador e governador, e atualmente como vice e governador ressaltando que ambos participaram ativamente do processo de reorganização administrativa e fortalecimento institucional do Estado.
Segundo o vice-governador, o Espírito Santo enfrentava um cenário de profunda desorganização fiscal e grave crise na segurança pública em períodos anteriores. Ele afirmou que, a partir de uma atuação conjunta e contínua, o governo promoveu reformas estruturantes que resultaram em avanços nas áreas fiscal, social e de segurança.
Investimentos e indicadores
Ferraço destacou que 2025 registrou o maior volume de investimentos da história do Estado. De acordo com ele, enquanto a gestão anterior aplicou cerca de R$ 900 milhões, o atual governo destinou aproximadamente R$ 4,8 bilhões em investimentos públicos no último ano.
Na área da educação, afirmou que o ensino médio capixaba ocupa atualmente a primeira posição no ranking nacional, enquanto o ensino fundamental figura entre os cinco melhores do país. Também ressaltou que o governo executa o maior programa de investimentos em infraestrutura já realizado no Estado, com foco na ampliação da competitividade, geração de empregos e crescimento econômico sustentável.
Em relação à segurança pública, Ferraço lembrou que o Espírito Santo chegou a registrar taxa de 58 homicídios por 100 mil habitantes. Segundo ele, com ações permanentes de enfrentamento à criminalidade e integração das forças de segurança, o índice foi reduzido para 20 homicídios por 100 mil habitantes, representando uma queda expressiva nos últimos anos.
Contexto político e recados indiretos
Embora não tenha citado nomes, a declaração do vice-governador ocorre em meio a movimentações políticas para 2026. Na abertura do Carnaval de Vitória, o prefeito da capital, Lorenzo Pazolini (Republicanos), e o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), apareceram juntos sinalizando uma possível aliança eleitoral.
Pazolini já havia feito críticas públicas ao atual grupo político estadual, defendendo renovação na condução do Estado. Ferraço, apontado como pré-candidato à sucessão de Casagrande em outubro, evitou responder diretamente às declarações, mas reafirmou que os resultados apresentados pela atual gestão demonstram capacidade de transformação e continuidade administrativa.
MDB e cenário nacional
Na condição de presidente estadual do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Ferraço também comentou sobre a possível composição nacional da legenda para as eleições presidenciais de 2026.
Ele destacou que, historicamente, o MDB delibera suas decisões eleitorais em convenção partidária. No entanto, sinalizou que existe a tendência de o partido conceder autonomia aos diretórios estaduais para definir alianças conforme as particularidades regionais.
Nos bastidores nacionais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia a possibilidade de ter um nome do MDB como candidato a vice-presidente em eventual tentativa de reeleição. Entre os nomes citados como possíveis quadros da legenda estão o ministro dos Transportes, Renan Filho; o governador do Pará, Helder Barbalho; e a ministra do Planejamento, Simone Tebet. A articulação, contudo, é considerada delicada por impactar diretamente o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB).
Aliança municipal
Sobre a aproximação entre Arnaldinho Borgo e Lorenzo Pazolini, Ferraço adotou tom cauteloso. Ele afirmou que não cabe a ele fazer julgamentos pessoais e ressaltou que cada liderança política é livre para tomar suas decisões, destacando que toda escolha produz consequências no cenário eleitoral.
A entrevista reforça o posicionamento do vice-governador como nome da continuidade do atual projeto administrativo no Espírito Santo, ao mesmo tempo em que sinaliza atenção às movimentações políticas que começam a desenhar o cenário para 2026.
Com informações Agência Congresso



