
A política em São Gabriel da Palha segue dando o que falar nos bastidores e agora o novo capítulo é mais sério do que esperavam os detentores do poder municipal. O Ministério Público Eleitoral jogou pesado e pediu a manutenção da cassação do prefeito Tiago Rocha, do vice-prefeito Rogério Lauret e da candidata a vereadora Maria da Penha Pereira Coelho.
Segundo o parecer, a campanha do então candidato Tiago Rocha, teve certo favorecimento da máquina pública de forma anormal, transformando programas sociais em moeda de troca eleitoral. O MP aponta que, em pleno ano eleitoral de 2024, houve um “meteórico aumento de gastos” com a distribuição de kits de material de construção e até a doação de escrituras de imóveis, tudo em troca de vantagem política.
O documento é claro: a conduta configurou abuso de poder político e uso promocional de programas sociais prática proibida pela Lei das Eleições. As provas, segundo o MP, são robustas e mostram um verdadeiro esquema de promoção pessoal bancado com dinheiro público, desequilibrando a disputa eleitoral.
O tom é grave: o Ministério Público afirma que houve “uso desmedido da máquina pública” e que os benefícios entregues à população em ano eleitoral foram suficientes para viciar a vontade do eleitorado.
Se o Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo seguir o parecer do MP, o futuro político dos envolvidos está com os dias contados: cassação do mandato e inelegibilidade.


