O lavrador L.C.B, 60, foi preso na tarde desta segunda-feira (21) acusado de abusar sexualmente de quatro, das cinco filhas. De acordo com o responsável pela Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA), delegado Marcelo Nolasco, o pai abusou das filhas durante 20 anos. O mandado de prisão foi emitido no último final de semana.
“A filha mais velha, hoje com 30 anos, foi abusada quando tinha apenas 14 e teve um filho do pai, que foi entregue para uma adoção. Já a outra filha, atualmente com 20 anos, o filho veio a óbito após dois dias de nascido”, explicou o delegado Nolasco.
As filhas moravam com a mãe e o pai em Barramares, em Vila Velha, quando eram abusadas. Segundo Nolasco, a mãe sabia que o pai cometia o ato sexual. Ela também será intimida a depor na DPCA. “A ex-esposa pode ser responsável também pelo o que aconteceu. Ela será ouvida e logo depois de colher o depoimento, será indiciada”, acrescentou o delegado.
O delegado explicou ainda que, em 2007 foi emitido pela Vara da Infância e Juventude uma medida de afastamento em que L.C.B deveria sair de casa. O lavrador descumpria a determinação judicial para levar dinheiro às filhas nos finais de semana. Mas desde que o afastamento foi imposto, o acusado separou-se da esposa e passou a morar na casa da irmã, em Xuri, zona rural de Vila Velha.
“Eu sou inocente. É tudo uma armação das minhas filhas. Eu quase não deixava elas saírem de casa, sempre fui muito rigoroso com a educação delas. Por isso, elas querem me acusar”, afirmou o lavrador.
Se ficar comprovado o crime, o acusado pode pegar em cada um dos abusos de 6 ou até 10 anos de reclusão em regime fechado.
O caso veio à tona, em 2008, por meio de uma denúncia anônima feita ao Conselho Tutelar de Vila Velha de que uma adolescente de 16 anos estava sendo abusada pelo pai e estava grávida dele. A denúncia foi encaminhada ao Ministério Público Estadual (MPES) que emitiu um ofício a DPCA para apurar melhor o caso.
Quando L.C.B soube que havia sido denunciado, fugiu para o Estado de Minas Gerais – o que dificultou o andamento das investigações. Somente no ano passado as filhas prestaram depoimento à delegacia.
Fonte ESHOJE




