
O agora ex-secretário de Governo da Prefeitura de Vitória, Erick Musso, teve sua exoneração publicada no Diário Oficial do Município nesta segunda-feira (23). A saída do cargo, no entanto, não representa um afastamento da vida pública pelo contrário. Erick deixa a administração municipal para se dedicar integralmente à articulação política da pré-candidatura do prefeito Lorenzo Pazolini ao Governo do Estado em 2026.
Presidente estadual do Republicanos e figura de forte influência nos bastidores da política capixaba, Erick passa a concentrar sua atuação na definição da estratégia eleitoral do partido. Isso inclui a construção das chapas para deputado estadual e federal, além da coordenação política da pré-campanha de Pazolini em todas as regiões do Espírito Santo.
A exoneração faz parte de um movimento estratégico. Com a formação da federação entre Republicanos e MDB, Erick também precisará atuar diretamente em Brasília, buscando garantir que o Republicanos assuma protagonismo na condução da nova estrutura partidária. Essa articulação será essencial para fortalecer o palanque de Pazolini e assegurar representatividade capixaba no Congresso Nacional.
Aliado de longa data de Pazolini, Erick deixa claro que não há qualquer rompimento ou distanciamento em relação à atual gestão da capital. A decisão foi tomada em comum acordo, justamente para garantir que a pré-campanha ganhe ritmo e capilaridade no momento certo.
Pré-candidato a deputado federal, Erick Musso também pretende intensificar sua agenda no interior do Estado, buscando ampliar alianças, conquistar apoios regionais e estruturar bases para as eleições de 2026. Com um cronograma apertado e um projeto político ambicioso, ele entende que é preciso começar desde já: “Para alguns, pode parecer cedo; para Erick, o tempo já está correndo”, afirmam interlocutores próximos.
A saída da Prefeitura de Vitória, portanto, não representa um recuo, mas sim um avanço estratégico de quem está no centro das principais articulações políticas do Estado. Erick Musso assume, mais do que nunca, o papel de principal fiador e articulador do projeto de Pazolini rumo ao Palácio Anchieta.



