Dos 23 vetos do prefeito João Coser (PT) votados na Câmara de Vereadores de Vitória neste ano, 13 foram derrubados. O placar desfavorável nas votações seria um dos sinais de insatisfação de parlamentares da base aliada. A votação, nestes caso, é secreta, resguardando a identidade do “protestante”. Oficialmente, Coser só enfrentava oposição de Max da Mata (DEM) e Fabrício Gandini (PPS), além da bancada do PSDB – com dois representantes -, que, no início deste ano, após intervenção do diretório estadual, saiu da base.
Na última terça-feira, durante a sessão da Casa, Ademar Rocha (PTdoB) anunciou que rompeu com Coser. Ele disse estar insatisfeito com o tratamento dado pelo secretariado e pelo não atendimento às demandas na base eleitoral.
Nos bastidores da Casa, porém, corre a informação de que a revolta não deve perdurar. Na análise de alguns, os vereadores estão somente aproveitando o momento de instabilidade política do prefeito para pedir cargos. “Há parlamentares com 20 indicações na prefeitura. Essa revolta passa rápido”, disse uma liderança política.
Além da derrubada da maioria dos vetos, os vereadores votaram contra um projeto de lei do Executivo por unanimidade. Foram oito votos para barrar a matéria e nenhum a favor. Defensor da prefeitura, Sérgio Magalhães (PSB), o Serjão, alegou que o projeto foi votado em regime de urgência, mas os vereadores favoráveis, vendo a possibilidade de perder, esvaziaram a sessão para tentar discutir o tema com os demais. Mas oito permaneceram em plenário – o quórum é de sete – e a matéria foi rejeitada.
O secretário de Coordenação Política de Vitória, José Roberto Dudé, garantiu que não recebeu reclamação por parte de nenhum vereador e considera a Câmara aliada da prefeitura. “A Câmara é nossa aliada e tem nos ajudado a governar. Mas, no caso dos vetos, alguns projetos são de autoria dos vereadores, que defendem seus interesses”, justificou.
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