Este ano as “águas de março” chegaram com toda a força, trazendo muitos estragos em diversas cidades capixabas. Diante disso, a população que recebeu a visita das chuvas deve ficar em alerta. Para aqueles que tiveram algum contato com os alagamentos é necessário ficar de olho aos sintomas de doenças transmitidas em águas contaminadas.
Segundo o médico toxicologista Flávio Zambrone, da Associação Brasileira de Indústria de Cloro, é muito importante utilizar a água sanitária na higienização das casas e dos alimentos atingidos. “É indispensável a limpeza com a água sanitária. Além de ser um produto barato, ela atua também na prevenção da leptospirose, hepatite A e outras doenças”, disse o médico.
A água sanitária mata a maior parte dos germes e bactérias causadores das doenças transmitidas pelas águas contaminadas da chuva. “O ideal é que a população evite ao máximo entrar em contato com as águas, mas se for inevitável elas devem fazer uma higienização correta”, disse o médico.
Além da água sanitária é necessário usar água e sabão, indispensáveis na limpeza do ambiente afetado pelas águas contaminadas. Segundo o coordenador de emergências em saúde pública da Secretaria de Saúde do ES, Gilton Almada, as pessoas que forem entrar em contato com a água contaminada devem utilizar botas ou amarrar sacolas nas pernas. “As crianças costumam nadar nas águas acumuladas, isso é um perigo para a saúde delas”, disse o coordenador.
Uma curiosidade sobre a água sanitária é que, ela distribuída em grande concentração também mata larvas do mosquito da dengue. “A grande concentração de água sanitária mata as lavas do mosquito, entretanto a quantidade de cloro presente nas caixas d’água das residências não é suficiente para matá-los, por isso é necessário que ela seja limpa periodicamente”, disse o toxicologista.
Assim que surgirem sintomas como febre e dor de cabeça, o cidadão deve procurar o mais rápido possível uma unidade de saúde. “É sempre um perigo o contato com a água contaminada, assim que aparecerem os sintomas deve-se procurar um médico”, afirmou o coordenador de emergência públicas Gilton Amada.
Fonte: ESHOJE




