O governador eleito do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), encontra um cenário ainda indefinido em relação aos seus apoiadores na Assembleia Legislativa (Ales). Dentre os deputados eleitos, 13 são da coligação que o elegeu. Já a coligação de seu adversário e atual governador Renato Casagrande (PSB) elegeu 12 parlamentares. Outros cinco deputados eleitos apoiaram o deputado Roberto Carlos (PT) na disputa pelo Governo do Estado. O cenário é incerto porque as articulações ainda não foram fechadas. Porém, o cientista político César Albenes prevê que Hartung não terá problemas de apoio dentro da Ales.
“Paulo Hartung deve negociar com os demais deputados e conseguir a maioria na Casa. Acredito que os cinco deputados que compunham a coligação de Roberto Carlos, dois do PDT e três do PT, vão compor a base do governo Paulo Hartung. Vamos ver como vai se comportar o segundo turno da eleição presidencial, porque, se a presidente Dilma for reeleita, o PT do Estado tende a apoiar o PMDB”, analisa.
O cientista político também avaliou o aumento da participação de partidos considerados pequenos na Ales, como foi o caso de PEN, PRTB, PSD, PTC e SDD, que não tinham representantes e conseguiram eleger um deputado cada. “Os partidos menores montam coligação entre si para fugirem dos grandes partidos e tentarem eleger seus representantes. Esses partidos provavelmente vão participar das negociações que serão feitas, da composição das mesas e da base aliada do novo governo, porque Paulo Hartung vai buscar o apoio”, aposta.
A Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) terá 16 novos integrantes na 18ª Legislatura, que vai de 2015 a 2019. A renovação no Parlamento capixaba foi de 53,3%. Dos 30 atuais deputados estaduais, 14 foram reeleitos. A maior bancada será a do PMDB com quatro representantes. O partido, porém, perdeu espaço na Casa, pois passa dos atuais sete deputados para quatro.
Participação feminina
A participação feminina diminuiu na Assembleia, que contava com cinco representantes e agora são quatro. César Albenes considera esse resultado negativo e explica que o todo o País precisa avançar nessa questão. “Já é uma obrigatoriedade dos partidos destinar 30% das candidaturas para mulheres. Mas, infelizmente, poucas são eleitas. É importante a participação feminina, lembrando que as mulheres são maioria na população brasileira. Nossa democracia ainda está caminhando. Precisamos criar mecanismos para garantir a participação feminina na política e evoluir nesse sentido”, ressalta.
Da composição atual da Assembleia, dez deputados tentaram se reeleger, mas não conseguiram. São eles: Aparecida Denadai (1.857 votos), Atayde Armani (16.766 votos), Elcio Alvares (9.534 votos), Esmael Almeida (19.634 votos), Genivaldo Lievore (17.730 votos), Jamir Malini (11.600 votos), José Esmeraldo (23.243 votos), Lúcia Dornellas (11.591 votos), Luiz Durão (20.969 votos) e Solange Lube (12.121 votos).
Fonte: ALES


