O dia de Natal foi muito triste para a família do estudante Filipe Silva de Freitas, 18 anos. O corpo dele foi encontrado na manhã desta terça-feira (25), por um pescador, próximo aos corais, na Praia de Manguinhos, na Serra. O estudante estava desaparecido desde o último domingo, após cair de um caiaque. Amigos e alguns familiares passaram a noite desta segunda-feira (24), na beira da praia, tentando encontrar o estudante.
Segundo informações do Corpo de Bombeiros, pouco antes das 9 horas desta terça, um pescador, que ajudava nas buscas, viu o corpo boiando próximo aos corais, a cerca de 200 metros da orla. Ele acionou bombeiros e salva-vidas que estavam na praia, para fazer o resgate.
Parentes e amigos que estavam na praia avisaram a familiares de Filipe, que também foram ao local. O pai do rapaz, Márcio Lopes de Freitas, foi imediatamente para a praia. “Parentes e amigos passaram a noite aqui, na beira da praia. estávamos de prontidão, esperando para ver se o corpo dele aparecia. Até que boiou hoje de manhã”, contou Márcio, que estava desolado.
sargento da Polícia Militar Amilton Berger, 53 anos, é amigo da família e acompanhou as buscas desde domingo. Segundo ele, Filipe estava com uma família amiga, que também frequenta a Igreja Maranata.
“O que nos contaram foi que o Filipe estava no caiaque, quando tombou. Ele conseguiu nadar e segurou no caiaque. Mas acabou perdendo o remo. Conseguiu nadar, pegar o remo e voltou a segurar no caiaque. Àquela altura, o pai do amigo dele, já estava nadando em direção ao Filipe. E já tinha acionado o salva-vidas, que também estavam nadando para resgatá-lo. Só que, de repente, o Filipe se soltou do caiaque e afundou”, contou o sargento.
Tristeza
Amigos de Filipe de Freitas estavam inconformados com a morte do estudante. Muitos estiveram na Praia de Manguinhos, na manhã desta segunda, quando o corpo do rapaz foi localizado.
“Ele era um excelente instrumentista da igreja. A família está sofrendo muito. Principalmente, em uma data como essa, dia de Natal. Sei que ele não costumava vir muito à praia. Pelo que falaram, essa era a segunda vez que ele andava de caiaque. Ele estava muito feliz por isso. Mas é uma tristeza imensa. Vi esse menino crescer”, disse, chorando, a amiga da família, Gleides Moreto, 41 anos.
Vilma Afonso, 50 anos, também frequenta a mesma igreja que a família de Felipe. Ela mal conseguia acreditar que o estudante morreu. “Ele tocava bateria e outros instrumentos também. Nós não passamos a noite aqui, mas acompanhamos as buscas. A gente não tem nem palavras para expressar o que estamos sentindo agora. É uma família muito querida, são amigos muito próximos”.
O Corpo de Bombeiros fez buscas desde domingo, no local onde Filipe havia desaparecido. Mergulhadores dos bombeiros também vasculharam a área até as 16 horas de segunda-feira. Além disso, o helicóptero da Polícia Militar fez uma varredura por toda a região, na tentativa de localizar o corpo do estudante.
Fonte Gazetonline


