Não é a primeira artista a desembarcar na política, mas a deputada federal Lauriete Rodrigues de Almeida, do Partido Social Cristão (PSC), quer fazer um “belo mandato” e, quem sabe, fincar pé de vez no ofício. Enquanto colegas visitam bases, a cantora gospel já cruzou o país em 2011 fazendo shows em dois Estados a cada fim de semana.
No balanço da estreia na política, Lauriete critica quem considera discreta sua atuação e faz revelações, como a de que grava canções do amigo e senador Magno Malta (PR) desde a adolescência. E deixa claro: não comenta a vida particular nem de como, evangélica, enfrentou uma separação recente. E toca o barco: fecha 2011 “feliz da vida e satisfeita”, aposta nos R$ 29 milhões em emendas ao Plano Plurianual e demais emendas para 2012.
Junto a Magno e prefeitos, ateou fogo na BR 101 no Estado em manifestação contra a redivisão dos royalties do petróleo. “Foi diferente, mas ali na manifestação me senti deputada, me senti útil ao meu povo para chamar a atenção da presidente Dilma”. Na Câmara, “uma Casa difícil, com 513 deputados para conquistar”, Lauriete passa longe da tribuna. “Melhor ouvir. Quem ouve aprende mais. Sou de falar pouco. Tem que agir. Tem veterano que fala tanto e não consegue nada”, justifica. Na lista, só 12 pronunciamentos, a maioria sobre datas comemorativas e igrejas evangélicas.
Seu orgulho, além do “enfrentamento dos royalties com a bancada unida”, é ter atuado, nas Frentes Evangélica e da Família, para Dilma vetar o “kit gay” nas escolas. É contra criminalização da homofobia.
Ficou tempo fora de reuniões de bancada. Mesmo íntima de microfones, para ela – que recorre às informações dos assessores, com quem sempre anda – discurso não fala tão alto: melhor ir a ministérios. “Atendo prefeitos nessas horas”. Aos críticos que dizem nunca vê-la, rebate: “Mas eles querem me ver ou ver meu trabalho para o Estado? Se ainda não chegou resultado, é porque estou trabalhando”, frisa, crente na liberação de R$ 2 milhões extras do governo a Vila Velha e Cariacica.
“Eu me achei neste início de descobertas na Câmara”. Apresentou 16 projetos; um assiste gestantes que, em casos que a lei permite abortar, decidem ter o bebê. “Defendo a vida. É difícil, mas uma hora o projeto chega a Plenário”, crê. Se estará na eleição de 2012? “Depende do PSC”.
“Relação com Magno é amizade”
Moradora de Vila Velha, Lauriete atribui à fama como cantora, e não aos ex-familiares políticos, a projeção eleitoral. “Sempre fiz campanha. Participei das de Magno, Ricardo Ferraço, (Carlos) Manato, Sueli Vidigal, e o povo começou a me cobrar. Eu cantava nos showmícios”.
Filiou-se ao PSC pouco antes da eleição de 2010. Na Câmara, considera-se entrosada com o PSC – seu líder é Ratinho Junior – e nega ter sofrido preconceito. E colegas capixabas que criticam sua tímida desenvoltura? “Não senti dificuldade. Tive amigos e contei com os veteranos”.
“A voz da gente”, lema de campanha estampado no gabinete, chega ao interior. Quando faz shows no Estado, vai mais cedo e visita prefeitos. Se tem relação pessoal com Magno, já que colegas comentam estarem muito próximos? “É amizade. Conheço Magno antes de ele ser político. Temos bandeiras afins e não vejo comentários maldosos”.
Aos 41 anos, Lauriete celebra 30 de carreira em 2012 e rejeita o estigma de “deputada com olhos só para Deus”. “Sou cantora e estou deputada. Sou evangélica, mas represento todos os capixabas”.
Fonte: A Gazeta
Foto: Rondinelli Tomazelli





NOSSA ACHO LINDO O DESEMPENHO DA NOSSA CANTORA,É BASTANTE CLARA SABE SE DEFENDER EM OCASIÕES, TEM PLUMO NA MÃO PARA A POLÍTICA E NÃO VEJO A MISTURAR ADMIRO SEUS SERVIÇOS COMO CANTORA E SEU TRABALHO NA POLITICA PARABENS