Ao menos 18 dos 30 deputados estaduais podem disputar as eleições municipais de 2012, abrindo caminho para posse de suplentes que vão mudar a configuração da Assembleia na metade do governo Renato Casagrande (PSB). A possível alteração nos quadros do Legislativo não apresenta, no entanto, risco à governabilidade. Essa é a interpretação do líder do governo, Marcelo Coelho (PDT), e de outras lideranças.
Embora o pleito nas 78 cidades seja considerado uma prévia do jogo de forças da sucessão de 2014, a avaliação é que não haverá rupturas no modelo de adesão praticamente unânime do Legislativo ao Palácio Anchieta. Segundo essa perspectiva, a Casa muda de cara, mas não de postura. “Ainda não temos definido o cenário de candidaturas, mas há muita chance de haver mudanças. Não acredito em risco na governabilidade porque a Assembleia mudou, está em sintonia com o governo”, assinalou Coelho, ele próprio cotado na sucessão de Aracruz.
No meio político, provoca mais comentários a entrada de Max Filho (PTB) na Assembleia em caso da vitória de José Carlos Elias (PTB) em Linhares. Mauro é desafeto do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) e não é próximo de Casagrande. Mas a filiação de Max Filho no PSB do governador, assinala um deputado experiente, dissolve tais preocupações. “O governo está dando jeito de se entender com os Max. E, de maneira geral, não existe risco com suplentes porque acabam obtendo emendas e cargos”, completa.
Esse líder também não vê problemas na eventual posse dos ex-deputados do PDT Aparecida Denadai e Euclério Sampaio, de postura independente na gestão Hartung. “Não vejo dificuldades com suplentes. Se o ex-governador Max Mauro vir para a Casa, sabe de nossa transparência e responsabilidade”, reitera Coelho.
Segundo o líder, Aparecida e Euclério “ajudaram” na campanha de Casagrande e não criarão dificuldades também por causa da “boa relação” do PDT com o governo. “Não vi preocupação com suplente e nem para evitar a vinda de Max Mauro”, conta um deputado do PMDB, alertando para um afastamento velado entre Hartung e Casagrande em 2012.
Já o secretário da Casa Civil do governo, Luiz Ciciliotti (PSB) não se manifestou. Em relação a 2012, o governo pode ver aliados duelando entre si em várias cidades, como Cachoeiro, Colatina, Linhares e na Grande Vitória. O próprio governador pediu equilíbrio aos aliados.
Secretário
Entre os pré-candidatos a prefeito estão seis da coligação PMDB, PT e PSB (veja quadro) que podem abrir espaço para o secretário estadual de Trabalho Rodrigo Coelho (PT), o vereador de Vitória Esmael Almeida (PMDB) e o ex-deputado Luiz Carlos Moreira (PMDB). Já a coligação DEM, PPS, PMN e PSDB tem cinco pré-candidatos, dando esperanças de posse aos ex-deputados do PMN Janete de Sá e Paulo Roberto, além do vereador de Cachoeiro Pastor Mansur (PSDB).
Bancada federal tem sete cotados
A sucessão 2012 pode reconfigurar a bancada federal do Estado. Dos 10 deputados federais, sete são cotados para disputar: Audifax Barcelos (PSB) na Serra; Paulo Foletto (PSB) em Colatina e Jorge Silva (PDT) em São Mateus.
O confronto se mostra acirrado na eleição de Vitória, onde despontam os deputados Lelo Coimbra, (PMDB), César Colnago (PSDB), Manato (PDT) e a deputada licenciada e ministra Iriny Lopes (PT).
Indo para o ministério, Iriny fez Camilo Cola (PMDB) assumir como suplente da coligação PSB, PT, PMDB, PTN, PTC, PRP e PTdoB. Essa coligação, se tiver nomes vitoriosos, pode levar à Câmara o ex-deputado Capitão Assumpção (PSB), o ex-presidente do Funcef Guilherme Lacerda (PT) e o linharense Tarcísio Silva (PSB). Caso Jorge Silva vencer, assume em Brasília o ex-deputado Marcus Vicente (PP). Já Colnago abre caminho ao ex-prefeito de Vila Velha Max Filho (PTB) e ao vice-prefeito de Cariacica Juninho (PPS). Se estes migrarem ao PSB, Eliana Dadalto (PTB) chega a Brasília.
Fonte: A Gazeta




