Renan Pedro Figueiredo, de 35 anos, morreu em um acidente com jet ski no Canal de Camburi Crédito: Acervo pessoal
Um empresário de 35 anos, identificado como Renan Pedro Figueiredo, morreu ao bater de jet ski de frente com o tio, que pilotava outra moto aquática, durante passeio ma Baía de Vitória, na tarde deste domingo (8). O acidente aconteceu no Canal de Camburi, na região de Resistência, após a Ponte da Passagem. Vídeos feitos por pessoas que estavam presentes no local do acidente mostram o momento do resgate.
A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. A identidade do outro condutor não foi informada. Segundo apuração do repórter Vinícius Colini, da TV Gazeta, os dois tinham uma relação bem próxima e se consideravam pai e filho.
O pescador Guilherme Oliveira presenciou o acidente e ajudou no resgate. “Eu estava pescando quando me deparei com o acidente. Dois jet skis se chocaram de frente por volta das 16 horas”, relatou.
Ainda de acordo com a testemunha, ele ajudou o tio a colocar o sobrinho em um dos jet skis. A vítima foi levada até uma marina entre os bairros Santa Luíza e Barro Vermelho para ser socorrida. “A batida foi muito forte e, infelizmente, ele faleceu”, disse.
Empresário deixa esposa e filha
A esposa do empresário, Michelly Figueiredo, disse que o marido tinha experiência para conduzir moto aquática. “O Renan tinha habilitação para pilotar tinha bastante tempo. Ele tinha um jet ski em sociedade com o tio e tinha comprado um novo para ele havia dois dias, mas estava tudo nos conformes””, afirmou.
Ela e Renan eram casados havia 16 anos e ele deixa uma filha, de 12.
Marinha diz que situação de condutores e jet skis era regular
A Marinha do Brasil confirmou que os envolvidos tinham habilitação para conduzir esse tipo de embarcação e que a documentação das motos aquáticas estava regular, dentro da validade. “Adicionalmente, foi realizado teste de etilômetro no outro condutor envolvido no acidente, não sendo constatado nenhum teor alcoólico.”
A corporação acrescentou que as causas da colisão serão investigadas no Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN), conduzido pela Capitania dos Portos do Espírito Santo (veja nota na íntegra ao final da matéria).
O estabelecimento Marina Bay, para onde a vítima foi levada, explicou que deu suporte e contribuiu para os primeiros socorros, mas que não teve relação com o acidente.