
A instabilidade política em São Gabriel da Palha atinge um novo patamar após a confirmação do Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) pela cassação do mandato do prefeito Tiago Rocha (PL). A decisão, proferida pelo juiz eleitoral Paulo Moisés de Souza Gagno, também atinge o vice-prefeito Rogério Lauret (PL) e a vereadora Penha Cabral (Republicanos) por abuso de poder político e uso indevido de programas sociais em ano eleitoral.
O recurso interposto pela defesa já tramita no Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES), sob relatoria do juiz Marcos Antonio Barbosa de Souza, que será responsável por relatar e conduzir o julgamento que poderá selar os rumos políticos do município.
Sargento Aguilar no comando da Prefeitura
Com a iminente saída de Tiago Rocha, cresce a expectativa de que o presidente da Câmara Municipal, Sargento Aguilar, assuma interinamente a Prefeitura. Aguilar, que possui bom relacionamento com lideranças políticas capixabas, é visto como nome capaz de garantir a estabilidade administrativa em caso de decisão do TRE-ES sobre futuro do Executivo municipal.
Durante esse período, a Câmara seria conduzida pelo vice-presidente Getúlio Loureiro, assegurando governabilidade ao Legislativo e continuidade nas ações do município.
Possibilidade de nova eleição
Caso o Tribunal mantenha a cassação, além da inelegibilidade por oito anos dos envolvidos, uma nova eleição poderá ser convocada, definindo quem comandará São Gabriel da Palha pelos próximos anos. Até lá, a administração ficará sob responsabilidade de Aguilar, que, segundo interlocutores, já se articula para administrar com responsabilidade e evitar impactos maiores à população.


